| HISTÓRIA
(Agradecimento especial à
Biblioteca Municipal Rubem Borba de Moraes)
Segundo Moradores mais antigos,
os primeiros habitantes das terras, foram os índios Guaianazes
os quais viviam à margem da esquerda do Rio Tietê,
a chamada região do Uruguai, ou planalto de Baquirivu.
Por Volta de 1.600 foi criada
a aldeia de São Miguel Arcanjo com a capela do mesmo nome
qual foi reconstruída sob os encargos de Fernão Munhoz
em 16/Junho/1622.
Os bairros formados ao longo
das margens do rio Tietê, foram povoados na mesma época.
É o caso de São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo.
Em alguns registros consta que foram fundados praticamente juntos.
Um dos primeiros sítios
conhecidos em nossa região foi o Piraquara onde ainda há
vestígios da Moenda com Alambique e suas máquinas
de engenho. Acredita-se que a Casa da Moenda do Sítio Piraquara,
em Ermelino, erguida pelos índios Guaianazes seja mais antiga
que a Capela de São Miguel do Ururaí, do século
16.
Atualmente, na Avenida Assis
Ribeiro, anexa à Capelinha do Jardim Verônia, a Casa
da Moenda é feita de taipa, único material que os
índios conheciam. O casarão ainda tem uma raríssima
peça de engenho no seu interior. A peça servia para
que os escravos fizessem moagens da cana-de-açúcar
para o alambique ali montado. Também possui pilões
que eram utilizados para moer grãos de trigo.
Em 07/02/1926 foi inaugurada
a ferrovia com a Estação, atual Comendador Ermelino
Matarazzo.
Em 1º de março
o Instituto Histórico Geográfico visitou o Oratório
da Cruz Preta que trata-se de uma árvore que no seu côncavo
foi colocada uma pequena cruz preta. Atingida por um raio, a árvore
manteve o nicho e a cruz intactos, motivo da devoção
ao oratório que se encontrava no caminho velho da Penha e
São Miguel. Uma capela foi erguida para proteger o tronco
em 1939, pela Cia. Comercial e Imobiliária de São
Paulo.
Em 1929, vindo da Itália
instalou-se Domingos Scarpel próximo a primeira casa, dando-lhes
o nome de Jardim Berlim. Sendo esse, após a 2º Guerra
trocado para o Jd. Belém devido a vergonha daquele nome.
O primeiro Armazém
foi de propriedade do Saudoso Abel Tavares, um Português de
coração generoso, que fornecia às pessoas necessitadas,
cestas de alimentos até que saíssem da má situação.
A Fonte Radioativa foi a principal área de Lazer, onde casais
sem encontravam para namorar, as senhoras do bairro seguiam em procissão
na noite de são João para pregarem daquela água
próxima ao Nicho para lavarem os olhos durante todo o ano
como simpatia. O Terreno foi uma propriedade do Coronel Saturnino
de Carvalho um pouco adiante da Praça do mesmo nome, onde
ele jogava dinheiro às crianças.
Também o Castelinho,
construído em 1940, representa a história mais recente
do bairro. Época em que não havia luz elétrica,
a água era retirada de poços, fogões eram a
lenha e os ferros a carvão.
Afinal em 1941 surgiu a Fábrica
Matarazzo, o primeiro núcleo industrial, Trabalho de um empresário
qual os moradores consta ter dado o nome do Bairro de Ermelino Matarazzo.
Assim nasceu a Celosul, o primeiro fabricante de papel celofane
da América do Sul, criada naquela época em São
Paulo, e comenta-se até hoje que o próprio Comendador
Ermelino Matarazzo jogava nos times de futebol da Celosul.
Personagem importante do
bairro, o soldado Geraldo Custódio veio para Ermelino Matarazzo
em 1942, prestar serviço na estação ferroviária.
Fazia a segurança dos engenheiros, encarregados e chefes
de serviços que tinham medo de serem agredidos pelos operários.
Eram todos estrangeiros da época da Segunda Guerra.
Em 1944, foi criado o Destacamento
Policial de Ermelino Matarazzo, na rua Miguel Rachid. O soldado
Geraldo foi o primeiro Arvorado do destacamento. Arvorado era o
termo usado para o soldado mais antigo quando no comando de um destacamento.
Sua esposa prestou vários serviços à comunidade.
Realizou cerca de dois mil partos para as famílias necessitadas
do bairro, que não tinham recursos para irem até o
pronto socorro mais próximo. Na época era no centro
da cidade, no Pátio do Colégio.
O destacamento, que originou
a atual 3ª Companhia da Polícia Militar, mudou em 1948,
para a Avenida Abel Tavares, cujo o nome homenageia o comerciante
português que montou o primeiro armazém do bairro.
O novo prédio foi doado pelo Matarazzo, que apoiava o policiamento
ostensivo e com sua indústria ajudou muito ao progresso de
Ermelino Matarazzo.
Já em 18/02/1948,
às margens do córrego Itapejica - hoje Mongaguá
na R.33, antiga Menegolo, atual Rua Prof. Antônio de Castro
Lopes, foi criada o time de futebol, Boturussu com as cores: amarelo,
verde e branco, tendo como fundadores: Antonio Tertuliano, Luiz
de Assis, João Rosa Nones e muitos outros.
Em 1949, mais uma grande
fábrica, a Cisper - maior indústria da América
Latina - à margem da linha ferroviária frente a Av.
Assis Ribeiro. O Bairro da época não contava com nenhum
divertimento, até o dia em que o sr. Antonio Fuscaldo Neto
(Toninho do cinema) inaugurou em cinema em 23/04/1950 para o pessoal
da época. Funcionava com um gerador próprio, pois
não existia a luz fornecida pela "Light". Mais
tarde vieram os Cines Jardim Matarazzo e o Belém, como principal
distração em 1966 o Cine Belém deixou de existir.
É lembrando ainda que, o primeiro delegado do Bairro Mário
Massi (im memorian). Em continuidade, assumiu em 24/03/44 o soldado
reformado Geraldo Custódio também falecido.
A luz elétrica foi
ligada em 1951 para Jd. Belém e V. Paranaguá. Uma
vez mais não faltou a liderança dos Srs. Domingos
Scarpel e Cel Saturnino de Carvalho.
Em 1958 foi celebrada a 1º
Missa Campal, pela posse de um terreno doado por Juvenal Ramos para
a construção da Capela Nossa Senhora da Apareida.
Com união de moradores,
foi Fundada 19 de janeiro de 1952 a sociedade Amigos de Ermelino
Matarazzo, entidade que vem promovendo os festejos de 1º de
Maio começado em 1959.
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